Hana Yori Dango

Hana Yori dango significa melhor garotos do que flores. É uma adaptação japonesa de 2006 do anime de 1992 com o mesmo nome.

Makino Tsukushi(Mao Inoue) – uma menina de família classe média baixa – se matricula na Eitoku Gakuen: um colégio extremamente rico. Por pura pressão dos seus pais a fim de um futuro melhor à filha, ela se sente obrigada a permanecer na escola independente do que aconteça. Ao chegar lá, nota que sua cultura, hábitos e até mesmo a comida são totalmente distintos, a encorajando conviver com os alunos sem que seja notada.

Seu plano de isolar-se corria bem até que, por um triste erro, resolveu enfrentar os pseudos-proprietários do colégio: o F4, formados por;
Tsukasa Doumyouji(Jun Matsumoto): o líder, herdeiro de uma grande corporação mundial.
Hanazawa Rui(Oguri Shun): melhor amigo de Domyouji, herdeiro de uma grande empresa.
Soujirou Nishikado(Shota Matsuda): herdeiro da maior escola de cerimônia de chá do país.
Akira Mimasaka(Tsuyoshi Abe): filho do chefe da Yakuza(máfia japonesa mais poderosa).

Conhecidos por sua terrível hostilidade e crueldade para com quem se atreve a entrar em seus caminhos, F4 significa 4 flores – lembrando que flores significam preciosidade na cultura japonesa.

A protagonista é submetida a viver as mais terríveis experiências de bullying impostas pelos alunos por autoridade do grupo.

Minha opinião: Já assisti todas as versões desse anime – cujo eu adoro de paixão – e digo que a versão japonesa só não é pior do que a chinesa. Acho que Hana Yori Dango está na minha lista de doramas mais odiados, me fazendo assistir somente até a metade do 1° episódio da 2° temporada. Mas por que odiar tanto a versão japonesa se teve tantos points? É bem simples;
– A atuação não se comenta quando se trata de dramas japoneses, mas essa bateu o recorde! A risada, que mais aparentou um gemido, do Oguri Shun quando fala sobre a Makino ser flagrada no banheiro. A cena de luta entre o f4 na praça, o sangue é roxo e as derp-faces me assustaram. Era pra ser uma cena dramática, mas a comédia pelo ridículo falou mais alto.
– Insinuações de racismo, uma vez que Makino implica com Domyouji, afirmando que o seu cabelo é ruim por ser cacheado(pelo menos na tradução que eu vi, ela usa a expressão “cabelo ruim”). A cena que ela chega nos Estados Unidos e de cara é roubada por um afrodescendente hiper escuro, em contrapartida super bem tratada por um  idoso branco. Quando o F4 enfrenta uma gangue nos EUA formada só por gente negra. A impressão que passaram foi de negro igual a bandido e fizeram a retomada racista de que mega-hair é feio(esteriótipo clássico eurocêntrico).
Superinfiel ao anime. De todas as versões, essa é a segunda mais viajada – perdendo mais uma vez para a chinesa. Primeiro que, segundo o mangá, Tsukasa nem chega ao exterior direito, lembrando que nem era Estados Unidos, era Canadá. No dorama, a “preciosa” aventura de Makino é procurar o seu homem nos EUA a segunda temporada inteira.
– Zoaram a protagonista toda. Como assim? Em todas as versões, ela faz uma menina forte, a nossa Erva Daninha. Aqui ela só é uma menininha frágil que necessita da proteção do Rui e do Domiouji para tudo. Vale lembrar que a versão coreana nesse ponto é semelhante.

Todavia, pontos positivos existem em qualquer história, vou citar alguns para não tirar totalmente a vontade de conferir a bagaça o drama:
– A cena de beijo no aeroporto me tirou o fôlego. Amo, adoro, sou cenas de beijos caprichadas em dramas asiáticos.
– A música do Darth Vader como o toque de celular da Makino imposta pelo Domyouji sempre que ele ligasse, acompanhado do nome de contato “o poderoso eu” foi a sacada mais respeitável do dorama.
– Uma séria denúncia ao Bullying no Japão. As atrocidades feitas com Makino e a ausência da escola em se manifestar são pontos que acontecem com frequência, tendo os maiores índices de jovens suicidas no país.
– A atuação do Jun. Ele conseguiu reencarnar os aspectos marcantes da personalidade do Domyouji como tornar-se um total idiota na frente da Makino, convencer-se de interpretar mal os vocábulos e achar-se o rei com aquela cara de sapo. Todas as cenas de comédia(as que me fizeram rir) foram interpretadas por ele. Apesar de caricata, não deixou de ser o Domyouji. Ao contrário do resto, se não tivesse apresentação inicial eu não saberia quem é quem pela personalidade. Em outras palavras, parabéns por fazer sua obrigação, já que o resto não fez.
– As aberturas compostas pelo Arashi.

Nem tudo está perdido. Eu só não gostei do dorama porque já conhecia a história e outras versões. Se este é o seu primeiro contato com a obra, não deixe de conferir. A comédia é boa, o cenário é incrível e, pelo nível de patriotismo no Japão, acesso a cultura nipônica é o que não vai faltar.

Lembrando que existem 3 versões além da japonesa:
Meteor Garden: A 1° versão, taiwanesa e é a mais fiel(também a minha favorita *U*).
Boys Before Flowers: Versão coreana com Lee Minho como Tsukasa Domyouji.
Meteor Shower:  Também conhecido como Meteor Rain, foi a última versão(a escritora não quer que façam mais versões da obra), é chinesa.
Boys Before Friends(americano) e Cinta Cenat Cenut(indonésio) não são bem versões de Hana Yori Dango, são séries autônomas que utilizaram do enredo de Hana Yor Dango como inspiração.

Por favor, amantes da J-version, não fiquem chateados com a resenha. Se quiserem debater meus pontos de vista negativos, vamos ser educados ao conversar. Ok?!

Autor: Cortez Hime

 

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