It’s Okay, Daddy’s Girl

It’s Okay, Daddy’s Girl(Está tudo bem, filhinha do papai) se refere ao relacionamento super amoroso das irmãs Eun com seu pai.

Eun Chae Ryung(Moon Chae Won) é uma típica patricinha. Mora no exterior através de um programa de intercâmbio bancado por seu pai. Depende dele para tudo.

Eun AeRyung(Lee Hee Jin), irmã de ChaeRyung, é uma mulher independente, mas ainda submissa aos valores androcetricos machistas da sua sociedade; mesmo sendo uma excelente profissional, não ganha o mesmo que um homem e não é bem vista por ser solteira com a sua idade. Já tivera diversas oportunidades para morar fora a fim de realizar o seu sonho, entretanto não se sente capaz de abandonar o pai.

O pai das irmãs acima – Eun Ki Hwan(Park In Hwan) – é a cabeça de uma família patriarcal tradicional coreana; bem sucedido, sustenta toda a sua família de forma adequada, nunca se meteu com dívidas, cuida de todos os familiares como se fossem partes do seu corpo.
Graças a um terrível mal-entendido, Ki Hwan é culpado de matar um adolescente. Tal desgraça o faz perder tudo que tinha da noite para o dia, inclusive a sua saúde – causada por um ataque cardíaco.
Como consequência, Ae Ryung é obrigada a fazer um casamento arranjado em troca de internações para o seu pai no hospital de seu “noivo” e Chae Ryung tem de voltar do exterior para cuidar dele.
Os Eun se endividam com os agiotas e todos vão à falência por um crime que ele sequer cometeu. Sua família que antes era tão bem resolvida, obtinha tudo através das mãos do pai, de repente não tem nada mais, só a esperança pela justiça algum dia bater a porta.

Minha opinião: Não tem muito o que reclamar do drama, ele foi simplesmente incrível! Produção, trilha sonora, elenco, direção… Mas o que mais me inspirou a escrever sobre ele, foi a moral que carrega.
A protagonista Chae Ryung era praticamente uma criança e teve que se tornar adulta tudo de uma vez; vendeu seus artigos caros por uma pechincha, bancou a enfermeira e dona de casa sem sequer saber fritar um ovo,  e acima de tudo mirou-se na família da vítima aprendendo a trabalhar após um comentário horrível de uma conhecida da família “ao invés de pedir dinheiro como uma prostitua, procure um emprego”.
Choi Duk Gi se meteu com coisa errada e acabou morrendo por tentar sair: isso me lembrou viciados em drogas, uma vez que entra para essa vida, já era.
A frieza do Park Jong Suk em não assumir o crime porque queria sair dessa impune, praticando até da misoginia a fim de tomar Chae Ryung para si e sacrificar diversas vidas inocentes, aludiu-me a reflexão clichê, contudo real “até onde o ser humano vai”.

Claro que, como todo bom dorama, possui pontos fracos:
– Um final mágico: Em apenas um episódio tudo se conserta de maneira medíocre e ainda termina aberto. Foi como uma segunda temporada em um episódio só e do tipo “Justiça que caiu do céu”.
– Não teve uma cena de beijo sequer: mesmo que coreano só deem selinhos, com quatro casais, nem isso teve. Teve sexo num contexto nada a ver, mas beijo nem pensar.
– Casais serem formados sem nenhuma cena de conquista, somente subentendimento(ou pelo menos acharam que tudo ficou subentendido).
– Quando a Chae Ryung entra pra prostituição, ela sai muito facilmente. Sem drama, sem dor, apenas dá adeus e vaza. Isso é muito fora da realidade. Muito mesmo. Ainda mais no bordel que ela frequentava, dirigido por cafetões.

Vale a pena mencionar:
– Eu não dava nada pelo elenco, principalmente a protagonista(que foi perfeita em tudo). Só assisti o drama pelo Donghae e na espera de que ele fosse péssimo. Quebrei a cara bonito. Não só os atores me fizeram chorar como um bebê, mas o DongHae foi classificado como o melhor ator do Super Junior por mim depois desse dorama. A cena que ele tem de identificar o irmão morto matou-me de tanto chorar…
– A trilha sonora é quase toda cantada pelos personagens.
– A cena que Ae Ryung e Jung Jin Goo estão no carro se encarando, lembrou-me muito uma cena típica Almodovar. Faria mais sentido a série terminar aí do que com aquele final.
– As lições de vida tomadas passo a passo.
– A crítica do drama em relação ao meio familiar. Mostrar quatro famílias e a atitude de cada uma delas quanto ao meio, diferentes criações e resultados. Uma denúncia extremamente reflexiva.

Todos estamos dispostos a um grande caos, passar por injustiças e até mesmo cometê-las. Porém, jamais podemos esquecer que não estamos sozinhos, mesmo que pareça. Como diz o ditado: a esperança é a última que morre, e pelo dorama vemos que o caráter também.

Fontes: DramaWiki
Autor: Cortez Hime

 

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