Kokuhaku

Yoko Moriguchi(Takako Matsu) é uma pedagoga que busca vingança pela morte de sua filha de 4 anos, Manami Moriguchi(Mana Ashida), causada por dois alunos de sua classe: Shuya Watanabe(Yukito Nishii), o aluno A e Naoki Shimomura(Kaoru Fujiwara), o aluno B. Após o inesperado e bizarro castigo aplicado a eles, ela mostra que a sua desaforra está apenas começando, tendo que cumprir uma missão aos pequenos infratores de ensinar-lhes o valor de uma vida e fazê-los pagar por tirar a de sua filha.
Uma Adaptação de uma obra de Minato Kanea, é uma obra extremamente inteligente, com horrores psicológicos frios e bem planejados.

CONTÉM SPOIL

Minha opinião: Durante o acompanhamento do longa, observei críticas brilhantes do meio escolar japonês. A frieza dos estudantes os faz obter as mais loucas inspirações ou assustadores meios de aceitação social ou familiar, consecutivas da ausência dos responsáveis(pais) ou falta de atenção, bullying(ijime) na escola entre outros fatores. O perigo que isso carrega, independente do porque, pode tornar-se bastante sério: o motivo que causou o homicídio da filha da professora foi um desaforo até para um inseto de tão insignificante.

Pontos Fortes:
– O plano de vingança milimetricamente planejado, fez uma alusão ao Death Note, tendo como o anti-herói(Raito) a senhora Moriguchi.
– A trilha sonora é toda composta por música clássica.
– Uma séria crítica ao código penal infantil que protege jovens assassinos. Quando menores cometem crimes, mesmo que deste porte, são absolvidos com o discurso que “crianças são inocentes, não sabem o que fazem”.
– A realidade dentro de uma sala de aula japonesa: os estudantes são tão demoníacos como em qualquer outra escola. Não existe essa magia que nos passam de que estudantes japoneses são perfeitos porque se importam com seus futuros e são criados a fim de respeitarem seus lecionadores.
– Explicação bem feita da diferença entre psicopata e sociopata, relacionando os dois seres num contexto amoroso.

Pontos Fracos:
– O HIV não dura nem 30 minutos fora do corpo. Nas transfusões de sangue com sangue contaminado só é possível porque o modo que ele é conservado faz o vírus encubar, e mesmo assim não dura tanto tempo. Leite com Aids não existe.
– Não se sabe o que aconteceu com o aluno B. A vingança foi cumprida, todavia eu realmente queria saber qual foi o seu fim.
– A confissão do aluno A em seu blog foi brecha gratuita. Tal falha quebrou a imagem de “vingança inteligente milimetricamente planejada” que a pedagoga vendeu. O erro do aluno devia ser só um impulso e não o único motivo do desforço tornar-se possível.

Vale a pena mencionar:
– Foram realizados audições para escolher por atores com potenciais para fazer o papel dos estudantes, dos quais 34 foram selecionados entre 1000 candidatos.(Fontes: AT)
– Sucesso de bilheteria, Kokuhaku foi um dos candidatos a melhor filme estrangeiro na 83ª premiação do Oscar mas não conseguiu entrar na indicação final e ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Editor no 34º Japan Academy Prize; Melhor filme, melhor Atriz Coadjuvante no 53º Blue Ribbon Awards; Melhor filme no Elan d’or Award 2011; entre outros.(fontes: AT)
– As cenas do silêncio causado pelo IJIME e a pressão que o aluno sentia em ser torturado pelos demais mostrou um contexto de continuação do bullying não por falta de ajuda, mas por medo dos que são intimidados.
– O beijo gay dos dois alunos, mesmo que não tenha sido num contexto romântico.
– A risadinha da Moriguchi no final.

Conclusão: Final surpreendente e muito irônico para cada personagem. O recado de Moriguchi foi de um sarcasmo assustador regado de intensa satisfação por missão cumprida. Além de conseguir provar o valor da vida, a professora conclui que a vingança pode ser doce, a justiça pode ser certa, mas – para que cumpra – o alvo é sempre o mesmo(lei de talião).

Autor: Cortez Hime

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