As aventuras de Pi – The life of Pi

Pi(Saraj Sharma) sempre foi uma pessoa especial, começando pela história do seu nome – Piscine Molitor Patel – até a chegada do seu apelido: Pi. Desde criança(Gautam Belur), o protagonista vive em um Zoológico – o qual seu pai é dono – com contato extremo à natureza, levando em conta sua família ter obtido uma criação Hindu – vegetarianos e crentes na zoo-profecia.

Com um pai agnóstico(Adil Hussain), uma mãe extremamente religiosa(Gita Tabu) e um irmão indiferente quanto a crença(Vibish Sivakumar), Pi(Ayaan Khan) aos poucos explora sua fé na visão de diversas religiões, conhecendo Deus sobre vários pontos de vista.

Ao crescer(Ayush Tandon), sofrera diversas experiências sobre a vida obtidas na Índia(país de origem); a mais marcantes foi sobre animais não possuírem alma e seres humanos serem mais valiosos, do qual o exemplo que seu pai lhe dera foi alimentando um tigre selvagem na sua frente.

Após tanto tempo de convivência no mesmo ambiente, o pai do protagonista decide transferir o Zológico para o Canadá em um navio cargueiro. Um naufrágio acontece, sobrevivendo somente Pi, em uma pequena barca de emergência, ao lado de Richard Park, o mesmo tigre do qual seu pai lhe dera aquela tão dolorosa lição.

A história toda é narrada por Pi(Irrfan Khan) para um escritor ateu do Canadá(Rafe Spall), com o propósito de inspirá-lo a sua próxima obra e fazê-lo acreditar em Deus por algo tão dubitável.

A obra se resume a uma luta pela sobrevivência de Pi com um tigre de bengala em uma pequena barca. Cada detalhe ou acontecimento vem carregado de ensinamentos preciosos a qualquer telespectador, fazendo-me alusões sobre os contos bíblicos (um homem que teve sua fé testada por Deus) e Jonas(um homem que ficara trancafiado dentro de uma baleia, algo impossível para a razão).

Antes de tudo, não é um filme que propaga religião. A verdadeira moral é acreditar no inacreditável. Tal obra pode proporcionar ao telespectador milhares de lições. Como sou cristã, a moral que carreguei foi que nada é impossível para Deus, independente do que aconteça, ele permanecerá vigiando; crueldades tem sempre um porque e geralmente são ligadas ao egoísmo humano. A descrença em um criador que zela por nós, no caso do pai de Pi, está conectada a cura da medicina ocidental, segundo Nietzsche em Crepúsculo dos Ídolos: a morte de Deus pela ciência. Em outras palavras, a película faz uma separação entre fé e razão, mostrando com mais clareza quando Pi conta sua história ao jornal mexicano, tendo de escolher ou uma ou outra. Assista o filme e forme a sua opinião sobre a moral que carregara.

Observações:

-Pi foi vegetariano a vida inteira, quando comeu carne pela primeira vez não passou mal. Para piorar, estava crua.

-Um navegante japonês se apresentou de cara a família de Pi com “Oi, eu sou budista e meu nome é esse”. Achei forçado ele frizar a religião num cumprimento.

-“Acreditar em tudo é o mesmo que não acreditar em nada” – Santosh Patel, pai de Pi. Achei essa frase forte.

-Baseado no best-seller “The life of Pi“, o filme é dirigido por Ang Lee, o mesmo diretor de O Tigre e o Dragão.

Conclusão:
Pi pode até não ter convencido o escritor da existência de algum Deus, mas uma coisa convencera: não importa o momento, os porquês, ou qualquer outra dúvida; a razão talvez não responda, mas a fé está disposta a isso.

Autor: Cortez Hime

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