A hora do acerto

Filminho com Jackie Chan, o plot parece bom, mas é daqueles dramalhões exagerados dos filmes não cults chineses.

Já começa com Jackie interpretando pessimamente um bêbado (quer saber se um ator é bom ou não? Peça para ele fazer um bêbado, e se quiser deixar mais difícil, um bêbado chorando) convencendo menos que dublagem portuguesa de anime.

Jack

Ele se tornou alcoólatra por causa de um passado obscuro em um caso policial que se envolveu que até o momento atual o perseguia. Um novo agente tenta convencê-lo de todas as formas a voltar ao caso, e com o tempo, Jackie cede. A proposta do filme é em cima de um caso que aparenta insolúvel e o declínio de um policial por causa disso, que futuramente só renasce por a achar a solução. Plot de qualquer filme de ação. O que diferencia esse filme dos filmes americanos a la Tela Quente é exatamente o drama em cima do psicológico das personagens.

Assistir uma pessoa deprimida expondo os motivos em flashes back (?), de certa forma já mexe com o telespectador.  O declínio pelo abuso de poder não é de hoje, e nos frustrarmos pelo excesso de confiança em algo que acreditamos que somos bons ter custado um alheio, também não. Mas se a situação ficar tão psicanalítica que juntamente ao personagem, revivermos as memórias – até as menos “graves” – com causa e produto semelhantes a dele? Vê-lo dar a volta por cima tendo a chance de fazer de novo – obviamente, sem mudar o que passou para a infelicidade do que é real – e desta vez pelas análises acerca de si, do que errou e do que precisa ser consertado,  é um alívio para quem sofreu junto, mesmo que tudo fique apenas em devaneios(no nosso caso).

A retração dos vilões também é minha favorita, mostrar de onde veio e por que, as raízes dos males que cultivam e a forma que resolveram expressar como se estivessem convencidos de que aquela é a única possibilidade, e o alvo que atingem não são inocentes, mas aqueles que realmente desejam destruir, os gatilhos que os levaram para tal vida.

Por mais infantil que seja essa história de ninguém é de todo bem ou mal, que o maniqueísmo faz sentido em religião, mas não frente a complexidade humana, o filme é um achado para reflexões sobre os temas abordados, e claro, cenas do Jackie lutando, sem dublê até para cenas perigosas é o entretenimento suficiente.

Postado também no blog Queria ser cult, mas Woody Allen me dá sono.

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