A Frozen Flowers

O Rei de Goryeon(Joo Jin Mo) é submetido a casar-se com a Rainha de Yuan(Song Ji Hyo) afins políticos. Desde jovem, cria seus guerreiros quando ainda crianças, passando todas as táticas reais de guerra. Hong Rim(Yeo Jin Goo e Jo In Sung) é um jovem aprendiz esforçado e com bom coração, tais qualidades chamaram a atenção do rei que o ajudara nas correções pessoalmente, fazendo o aluno receber um tratamento e um olhar especial.
Já néscio,  Hong Rim torna-se servo pessoal do rei e o seu amante, transformando-se na pessoa que o Rei deposita mais confiança. Depois de tanto tempo passar, este ainda não concebeu a rainha por ser incapaz de fazê-lo. Com a necessidade de continuar a linhagem real, o Rei de Goryeon pede ao seu amante que a engravide, com resistência o faz, todavia acaba se apaixonando pela donzela e com reciprocidade.

Minha opinião: Foi um dos melhores filmes épicos orientais que já vi. O enredo é super inusitado, no decorrer do filme as surpresas não param de aparecer.
Através do longa, conheci o ator Joo Jin Mo(lindo, gostoso, cheiroso) e foi bom ver uma película com atores reais, atuando verdadeiramente e não esses Idols pagando vexa.
Descendentes de europeus como nós, nunca imaginaríamos que a Idade Medieval pudesse ser tão rica, sendo jamais considerada Idade das Trevas.
O final me sensibilizou, porém nada me impressionou mais do que algumas cenas: pergunto-me se usaram dublês, mas não nas de luta e sim nas de sexo de tão reais.

Pontos positivos:
– A produção: figurino, trilha sonora, roteiro, iluminação, elenco e direção.
– As cenas de sexo me assustaram de tão convincentes.
– A maleabilidade dos atores em relação ao enredo: os personagens no decorrer da história trocam brutalmente de papel contextualmente, sendo do herói ao vilão.

Pontos negativos:
– Não ficou bem explicado qual era o problema do rei, se era impotência(uma vez que era passivo com Hong Rim), nojo de fazer sexo com mulheres(já que era gay), ou até mesmo infertilidade(mais plausível, lembrando que não engravidara nem concubinas na adolescência).
– Uma virgem – Rainha de Yuan – que na 4° noite faz todos os tipos de sexo e sabe, aparentemente, o Kama Sutra de cor.
– Na luta final o rei é pouco ferido e agoniza rapidinho com uma espadinha quebrada arranhando o seu abdômen. Já Hom Lin, é semi-esquartejado, leva uma espada inteira no peito e permanece vivo com as chances de se levantar e destruir todo o exército. Tal cena totalmente sem coerência neutralizou todo o drama que carregava, desviando a atenção da tragédia para a tosquice.

Conclusão: O filme acaba quando o rei submete o néscio a um tensíssimo castigo. É como se tivesse o matado, levando o servo ao fim que teve.
Um belo romance, a obra demonstra claramente a diferença do amor ágape – rei e vassalo – e o amor eros – entre casais -, a verdade é que o fim resgata uma diferente reciprocidade, a qual deixou ele dramático como foi. Eu quase chorei com as cenas finais, tornei a rainha minha vilã. Eventualmente, não há vilões ou heróis na história, no contexto é você que constrói.
O filme cabe diversas conclusões, mas a lição que eu tirei foi: Não se pode ter o que quer quando se tem destino. Referi-me ao casal poupado no início, o triângulo amoroso; mesmo como rei, provara que não pode ter tudo apesar da sua posição social. Todos os personagens que foram contra suas missões não se deram muito bem.

Observações importantes:
– Reparem no personagem Seung Ki(Shim Ji Ho) -sub-chefe de guerra – e os seus atos do início ao fim. Acreditem, ele não está no elenco principal por acaso.
– Aconselho que ao assistir o filme, tenha maturidade, pois aborda romance homossexual e cenas de sexo picantes. Seja cuidadoso nas reflexões e interpretações tiradas. Essa obra é bem intimista e cansei de ler abobrinhas sobre ela.
– Não se esqueça que a homossexualidade não é o tema central, não se resume a isso. Tal prática, na época e numa cultura alternativa a nossa, não era incomum, logo não se tratava de natureza sexual e sim opção para a maioria dos casos.

O trovador mais gostoso do mundo:

Autora: Cortez Hime

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Uma tonelada de beleza – 200 pounds beauty

Kang Hana(Kim Ah-joong) é uma mulher sensível, frágil, delicada e possui uma linda voz. Tal talento ajudá-la-ia a se tornar uma cantora promissora se não fosse sua terrível aparência. Gorda, feia, tachada pelos outros e ostentadora de uma autoestima superbaixa, a protagonista é paga para cantar em baixo do palco, servindo somente de playback a uma idol totalmente oposta a ela: Amy(Ji Seo-yoon). Mesmo com uma qualquer levando todos os créditos pelo seu trabalho duro, sendo completamente humilhada pelo tipo de emprego, Hana não odeia Amy e só se submete a tais serviços por sentir uma intensa paixão pelo seu chefe Han Sang-jun(Joo Jin Mo), o qual considera a maior razão de continuar viva.
Após passar por uma triste intimidação de Amy e escutar a razão de sua existência avacalhar o seu físico, Hana tenta cometer suicídio. Esta abandona a ideia ao lembrar que boa aparência pode ser comprada, então tranca-se numa clínica durante um ano e volta uma outra pessoa.
Tentando dar a volta por cima, passa-se por outra cidadã com o nome de Jenny e finalmente realiza um dos seus sonhos: torna-se uma verdadeira cantora. O outro é conquistar seu chefe o qual se transformou em seu empresário. Mas será que o problema para a realização deste sonho era realmente a aparência?

Minha opinião: Ainda estou desidratando de tanto chorar. Simplesmente incrível em tudo! A sinopse parece bem clichê a la comédia romântica americana, mas foi aí que aprendi a não julgar um filme pelo enredo. Acontece que não só carregado de lições, mas também reflexões sobre autoestima e impulsos que a vida nos faz tomar. A verdade é que o problema não é e nunca foi Hana e sim aqueles que a rodeava. Amy não aguentava ser inferior a uma gorda “inútil” então a maltratava mesmo devendo tudo a ela e sentia prazer em ser a bully; Sang-Jun não se permitia entregar-se a uma pessoa tão aparentemente inferior, por mais valiosa que ela fosse; Hana procurava razões para manter-se respirando, permanecia num emprego tão horrendo somente para satisfazer o seu coração emocionalmente frágil, o partindo de vez quando deixando de iludir-se.

Pontos positivos:
– A OST mais linda que já escutei.
– Hana sendo instrutora de tele sexo excitou até a mim.
– Uma cena que protagonista espanca um cara dentro do elevador foi extremamente real e seu texto foi excelente.
– A cena que ela se desmascara é o que torna esse filme pura perfeição.
– A postura final de Jenny/Hana com relação ao seu “amado”.

Pontos negativos:
– O figurino de Hana ficou muito desproporcional. A menina nem era tão gorda assim para ficar sem o queixo como exageraram na papa.
– Há uma cena que SangJun tenta simular um estupro e usa a maldita frase “Esta saia é um convite para estupradores”. Pura ideologia machista propagada.

Conclusão:
Quando Jenny, Hana fez de tudo para apagar a pessoa que era; abandonou sua amiga feia, largou seu pai e até a si mesma. Sua voz não tinha mais brilho, seus empresários chegaram a aconselha-la a uma cirurgia plástica após o pós-operatório. Seu médico desde o início aconselhou-a a não modificar-se jurando que se sua alma não fosse curada, não importa a aparência que teria. Todos os personagens no fundo se odiavam e tentavam prejudicar alguém, mesmo que a si mesmo, a fim de melhora. Amy diz que Jenny era uma farsa, então ela o que era? Assumir-se, independente de quem você seja, é o primeiro passo para a confiança.

A OST mais linda do mundo:

Autor: Cortez Hime

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Sensitive pornograph


Sensitive pornograph é uma animação de gênero adulto, separada em dois curtas.
1° Curta(Sensitive Pornograph):

Seiji Yamada(Dublado por Kenichi Suzumura) é um mangaká calouro que obtem inspiração de trabalho na famosa mangaká erótica chamada Sono Hanasaki(Dublado por Kishou Taniyama). Num dia qualquer, descobre que sua grande inspiração não é uma mulher e que um homem pode satisfazê-lo bem mais.
O nome “Sensitive Pornograph” é dado ao curta devido a aproximação de ambos através do sexo numa relação delicada. Lembrando que Sono utiliza desse artifício – a pornografia – para viver, fazer amigos e conquistar Seiji.

2° Curta(Trophies Belong in the Bedroom):

Koji Ueno é um jovem estudante que trabalha como babá de animais em domicilio. Foi contratado por um anônimo a fim de cuidar de um coelho. Chegando ao endereço, vê que não é bem de um coelho que deve tomar conta.

Minha opinião: Esse filme foi a minha primeira lemon hard. Mais prum roteiro de pornô animado, tal obra ganhou uma versão sem censura – a qual foi a que tive contato – e chamou-me bastante atenção pelo foco não ser a história, mas a pornografia em si.

Pontos fortes:
– Bem desenhado…MUITO bem desenhado…
– Histórias engraçadíssimas, principalmente a 2° com a velha piada de tirar o gay do armário.
– A personalidade dos personagens relacionada com o significado dos nomes das curtas e a excessividade trabalhada.

Pontos fracos:
– Muito corrido. No mesmo dia, Sono e Seiji tornam-se namorados sérios, tudo por causa de uma noite de amor resultada por uma bebedeira.
– Utópico demais. A vida sexual dos personagens do 1° curta é muito bem resolvida para um casal que nem assumido é. Lembrando que não são amantes; segundo Seiji, eles possuem um relacionamento seríssimo.

Semelhanças entre os dois curtas:

– Muito sexo, claro!
– Tornam-se namorados após descobrir seus nomes – depois de uma longa noite de sexo, claro!
– Os ukes são frágeis emocionalmente, mas conduzem o ato. Os semes são meros seres inocentes que só servem como vibradores humanos. Isso no sexo, claro!

Conclusão: Se a vida fosse um lemon, o mundo seria mais feliz, porque a cada três linhas da página escrita teria sexo casual com amor – mesmo sem conhecer o seu parceiro – e além das coisas barra pesadas a nível de 50 tons de cinza, tudo acabaria bem, pois teríamos namorados sérios no dia seguinte.

Autor: Cortez Hime

Essa resenha foi postada no Social Spirit com o meu user “dois_dolares”

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Kokuhaku

Yoko Moriguchi(Takako Matsu) é uma pedagoga que busca vingança pela morte de sua filha de 4 anos, Manami Moriguchi(Mana Ashida), causada por dois alunos de sua classe: Shuya Watanabe(Yukito Nishii), o aluno A e Naoki Shimomura(Kaoru Fujiwara), o aluno B. Após o inesperado e bizarro castigo aplicado a eles, ela mostra que a sua desaforra está apenas começando, tendo que cumprir uma missão aos pequenos infratores de ensinar-lhes o valor de uma vida e fazê-los pagar por tirar a de sua filha.
Uma Adaptação de uma obra de Minato Kanea, é uma obra extremamente inteligente, com horrores psicológicos frios e bem planejados.

CONTÉM SPOIL

Minha opinião: Durante o acompanhamento do longa, observei críticas brilhantes do meio escolar japonês. A frieza dos estudantes os faz obter as mais loucas inspirações ou assustadores meios de aceitação social ou familiar, consecutivas da ausência dos responsáveis(pais) ou falta de atenção, bullying(ijime) na escola entre outros fatores. O perigo que isso carrega, independente do porque, pode tornar-se bastante sério: o motivo que causou o homicídio da filha da professora foi um desaforo até para um inseto de tão insignificante.

Pontos Fortes:
– O plano de vingança milimetricamente planejado, fez uma alusão ao Death Note, tendo como o anti-herói(Raito) a senhora Moriguchi.
– A trilha sonora é toda composta por música clássica.
– Uma séria crítica ao código penal infantil que protege jovens assassinos. Quando menores cometem crimes, mesmo que deste porte, são absolvidos com o discurso que “crianças são inocentes, não sabem o que fazem”.
– A realidade dentro de uma sala de aula japonesa: os estudantes são tão demoníacos como em qualquer outra escola. Não existe essa magia que nos passam de que estudantes japoneses são perfeitos porque se importam com seus futuros e são criados a fim de respeitarem seus lecionadores.
– Explicação bem feita da diferença entre psicopata e sociopata, relacionando os dois seres num contexto amoroso.

Pontos Fracos:
– O HIV não dura nem 30 minutos fora do corpo. Nas transfusões de sangue com sangue contaminado só é possível porque o modo que ele é conservado faz o vírus encubar, e mesmo assim não dura tanto tempo. Leite com Aids não existe.
– Não se sabe o que aconteceu com o aluno B. A vingança foi cumprida, todavia eu realmente queria saber qual foi o seu fim.
– A confissão do aluno A em seu blog foi brecha gratuita. Tal falha quebrou a imagem de “vingança inteligente milimetricamente planejada” que a pedagoga vendeu. O erro do aluno devia ser só um impulso e não o único motivo do desforço tornar-se possível.

Vale a pena mencionar:
– Foram realizados audições para escolher por atores com potenciais para fazer o papel dos estudantes, dos quais 34 foram selecionados entre 1000 candidatos.(Fontes: AT)
– Sucesso de bilheteria, Kokuhaku foi um dos candidatos a melhor filme estrangeiro na 83ª premiação do Oscar mas não conseguiu entrar na indicação final e ganhou os prêmios de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Editor no 34º Japan Academy Prize; Melhor filme, melhor Atriz Coadjuvante no 53º Blue Ribbon Awards; Melhor filme no Elan d’or Award 2011; entre outros.(fontes: AT)
– As cenas do silêncio causado pelo IJIME e a pressão que o aluno sentia em ser torturado pelos demais mostrou um contexto de continuação do bullying não por falta de ajuda, mas por medo dos que são intimidados.
– O beijo gay dos dois alunos, mesmo que não tenha sido num contexto romântico.
– A risadinha da Moriguchi no final.

Conclusão: Final surpreendente e muito irônico para cada personagem. O recado de Moriguchi foi de um sarcasmo assustador regado de intensa satisfação por missão cumprida. Além de conseguir provar o valor da vida, a professora conclui que a vingança pode ser doce, a justiça pode ser certa, mas – para que cumpra – o alvo é sempre o mesmo(lei de talião).

Autor: Cortez Hime

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Lan Yu

Lan Yu(Liu Ye) é um belo estudante de arquitetura que precisa de dinheiro para pagar a faculdade, logo decide vender seu corpo. Seu primeiro cliente, um microempresário chamado Chen Handong (Hu Jun), torna-se o seu único – num tratamento de freguês exclusivo – devido a grande dependência que um construíra sobre o outro.

Minha opinião: Como diz a melhor amiga de Vivian(Julia Roberts) em Uma linda mulher, o maior erro de uma prostituta é apaixonar-se pelo cliente. Mas como não, se Lan Yu além de virgem, era BV e estava completamente solitário numa cidade totalmente distinta a sua? Uma dramática história baseada no best seller Beijin Story, já está na minha lista de livros. Uma adaptação delicada que possui críticas ao casamento e estado civil pressionados pela sociedade, mesmo que pressões inconscientes. Denuncia também a falta de liberdade com a homoafetividade, levando muitos homens a sentirem a obrigação de casar-se e terminarem num divórcio por saturação quanto a negação de suas naturezas.

Pontos Fortes:
-Demonstração de afeto entre os conjugues muito muito bem feita.
– Uma cena marcante onde Lan Yu é tratado como um simples prostituto pelo seu amado, tendo jogado em sua cara o tanto de dinheiro que Chen gastara com os programas e presentes. Nisso, Lan Yu com desprezo e um pouco de orgulho que lhe restara, abaixa as calças e diz “Então, amo… Qual posição quer usar o seu escravo hoje?”. Uma forte reflexão de até onde se esquece o preconceito por uma pessoa que ama.
– A música do final.

Pontos Fracos:
– O descuido do final. A falta de explicação sobre o acidente de Lan Yu ficou tão aberta que deixou de ser algo conclusivo. O drama da cena perdeu todo o valor pela ausência de acontecimentos.
– Quando Chen Handong vai casar, avisa a Lan Yu que este pode ficar com a casa e que já até está no nome dele. Todavia, quando brigam na cena seguinte, Chen expulsa o concubino como se fosse o dono da casa. Confusão extrema.

Vale a pena mencionar: Ryuichi Sakamoto – um excelente compositor japonês – é citado com a sua famosa obra na trilha sonora: Merry Christmas Mr Lawrence.

Conclusão: Quando o amor é real, não importa quem somos, quem fomos ou as mudanças que passamos. Se ele é intenso, não hesite por medo de acabar, pois no momento que a chama apaga, é muito difícil reacendê-la. Lan Yu e Chen Headong tornaram a regulação de afeto seus maiores arrependimentos, pois a reciprocidade só acaba no fim, que é inesperado e certo.

Autor: Cortez Hime

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Espíritos, a morte está ao seu lado – Shutter

Um fotógrafo chamado Tun(Ananda Everingham) acaba de comemorar com a namorada Jane(Natthaweeranuch Thongmee) e com os amigos mais um ano desde a sua formação na faculdade. Na volta para casa, atropelaram uma menina cuja negara socorro. No dia seguinte, o corpo dessa menina não foi encontrado, não tinha nem rastros de sangue na pista. A partir desse dia, Tun tem recebido mensagens estranhas em suas fotografias, aparentando do além. Seu pescoço começara a doer, sem êxito médico para a resposta e seus amigos pouco a pouco tornaram-se suicidas citando que Natre(Achita Sikamana), uma menina misteriosa da faculdade, voltara. A verdade é que Tun esconde um grande segredo sobre essa garota no seu passado e o acidente só foi o início do seu pesadelo que ela está prestes a proporcionar.

Minha opinião: Shutter, traduzido aqui no Brasil como “Espíritos – a morte está ao seu lado” foi um dos melhores filmes de terror que já assisti, tanto que assisti três vezes. O que mais me animou foi o protagonista mesmo sendo tailandês ser ultrabonito- acredite, isso é raro. Como toda película de terror asiática, o filme tem um contexto muito dramático e uma mensagem(lição) extremamente forte.

Pontos negativos: Algumas cenas envolvendo a Jane nos sonhos de Tun sendo torturada não tiveram sentido algum ou eu realmente não entendi a mensagem. Foi como um horror gratuito.
– A mãe de Natre jamais pegou uma doença por ter contato diário com um morto em decomposição.

Pontos positivos: A postura de Jane ao descobrir a verdade sobre Natre e Tun foi bem dentro da realidade.
– Amostra da cultura asiática dentro da religiosidade, espiritualmente falando: crianças e animais são sensíveis a espíritos(mediunidade), o que explica muita coisa contextual no filme.
– Denúncia quanto ao estupro e a violência psicológica causada por ele.

Conclusão: Cuidado! A justiça sempre chega, não importa o tempo que levar ou as condições do justiceiro ou do injustiçado, lembrando que eles podem ser a mesma pessoa.

Autor: Cortez Hime

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Quem quer ser um milionário? – Slumdog Millionaire

Slumdog Millionaire(Quem quer ser um milionário?) é o nome do programa de TV mais famoso da Índia.
Jamal Malik(Ayush Mahesh Khedekar e Tanay Chheda) nasceu na favela mais pobre de Mumbai, na Índia, e agora, por acaso, está concorrendo a um prêmio de um milhão de reais num programa de variedades superfamoso.
Cada pergunta feita ele responde segundo as suas dolorosas experiências de vida, mesmo sendo apenas um menino de 18 anos.

Minha opinião: A obra é intensamente reflexiva quanto a vida. A questão que vem a tona a todos é “será que vale a pena?”. Digo isso porque cada resposta certa foi um pedaço da vida do protagonista jogada fora, uma ferida no coração que talvez nunca cicatrize.
No geral, mostrou bastante da cultura indiana num contexto que não passa na novela da globo. Teve uma denúncia muito forte sobre tráfico de crianças e o que os seres humanos são capazes por dinheiro. Critica também o fanatismo religioso – crítica muito forte mesmo – e as condições humanas, principalmente higiene, que as pessoas são submetidas a nível cultural pela pobreza. A denúncia da hipocrisia dos estrangeiros ao imaginar que a Índia é um país maravilhoso e que sua cultura é uma riqueza ao povo.

Pontos fortes:
– A atuação das crianças faz qualquer menininho das produções de Hollywood querer se matar ou envergonhar-se pelo brilhantismo. Atores simplesmente incríveis, contando principalmente o fato de nunca terem ido a uma escola de teatro. É de dar inveja.
– A cena da lamentação forte do Jamal com relação a morte de sua mãe numa guerra religiosa citando: “Se não fosse por Amós e Allah, eu ainda teria uma mãe”, lembrando que ele e o irmão começaram a se perder(sofrer tudo o que sofreram).
– A dança do final. Musica viciante!
– Não dublaram as crianças na versão dublada. Achei genial por algum motivo.
Pontos fracos: Latika(Rubina Ali e Tanvi Ganesh Lonkar) só foi atrás do Jamal quando ela tava na merda. Quebrou totalmente a imagem de amor verdadeiro que eles estavam querendo vender.
– Não mostrarem o sistema de castas.

Vale a pena mencionar: O filme foi indicado a 10 Oscars, vencendo oito, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado. Também venceu cinco BAFTA Awards e quatro Golden Globes.
A música Jai Ho e sua coreografia(final do filme) fez tanto sucesso que ganhou uma versão das PussyCat Dolls com o mesmo nome.

Conclusão: O final do filme é impressionante. O que realmente choca é o apego do irmão de Jamal, Salim Malik(Azharuddin Mohammed Ismail e Ashutosh Lobo Gajiwala) com o dinheiro, desde criança até o seu fim. Num todo, a podridão do egoísmo humano para sobrevivência ou arrogância é o ponto em questão, trazendo o protagonista uma imagem de herói, já que tudo que conseguira, apesar de tudo, foi com o seu esforço, sem a perda do caráter pela ambição, e por amor.

Autor: Cortez Hime

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