Por que criar um blog voltado para resenhas amadoras?

46426_550806648262812_1696399013_n

Eu participava de um grupo de resenhistas de dorama. Como mudaram bruscamente as regras de resenhas, o administrador começou a tachar todos os textos que eu mandava. Perguntei qual era o problema e me disseram que meu trabalho não estava a altura e que eu era apenas uma AMADORA. Choquei-me com tal crítica, mas era a verdade. Eu sou uma amadora, mas como ele pode exigir resenhas profissionais de simples dorameiros?

Decidi que não iria mais ajudá-los com o meu bom-senso, já que meu trabalho não está a altura, que se danem…Não faço resenha para críticos de cinema, metade do pessoal nem iria ligar para o meu trabalho se eu fosse super formal. Os leitores querem uma resenha e não um texto dissertativo-explicativo, resumos comentados ou sinopses.

Não soube aonde postar o meu trabalho. Quando posto no tumblr, só os seguidores que falam português leem, ou seja 3 amigos. Não consegui encontrar mais grupos que trabalhassem com isso, nem páginas no facebook, nem nada.

Conversei com o pessoal desse antigo grupo e muitos concordaram comigo, passaram pela mesma coisa e estavam interessados em outros grupos que trabalhassem com isso.

Fizemos então uma página no face do dramadores com a intenção de um  trabalho estilo “De mim para ti”. Como funciona? Mande o seu trabalho “amador” para nós “amadores” que postaremos no blog. Sem medo, metade dos dorameiros escrevem resenhas mas se recolhem por falta de recursos. Aqui, você terá tudo ;D

Mande-nos o seu trabalho pelo meu e-mail e cuta a nossa página no facebook. Venha ser um dramador também:

cortez_hime@hotmail.com
http://www.facebook.com/pages/Dramadores/550797018263775

Autor: Cortez Hime

Anúncios
Publicado em Dramadores | 2 Comentários

Como escrever uma boa resenha amadora

706858_original

Cada escritor possui sua divisão de tópicos como marca. Você pode se moldar através de um resenhista que goste, da maneira que acha mais organizada ou o que te pareça mais conveniente.

Contudo, uma resenha possui estrutura básica; a divisão dessa estrutura é com você!

Estrutura básica de uma resenha:

– Resumo

– Pontos fracos

– Pontos fortes

– Sua opinião conclusiva

Uma resenha deve ter os tópicos citados acima.

Boas dicas para resenhas amadoras:

– Não ter vergonha de ser engraçado, informal , dramático ou reflexivo. Ponha todo o seu amor, independente de opiniões a fora. Se você gostou, é isso que importa.

– Ser breve ao descrever algum momento, personagem ou resumir a história. Isso impede que a resenha fique maçante e também evita spoil.  Ser objetivo, contudo claro, é o passo principal para convencer o leitor a assistir a obra que você gostou ou não.

– Palavrões ou discriminações nunca são legais. Amador significa amar muito algo, se você está escrevendo uma resenha amadora, como pode ter discriminações ou preconceitos? Respeito é o primeiro passo para amar.

– Amar não implica em gostar de tudo. Seja agressiva na sinceridade. Caso não curta o drama e queira desabafar, excelente. Se não gostou da atuação do seu bias, não o proteja, seja crítica de coração. Esculache a vontade, mas sempre amando como um verdadeiro amador.

Autor: Cortez Hime

Publicado em Dramadores | Deixe um comentário

Spoiler em resenhas

Image

Muitos Dramadores possuem o pudor de fazer resenhas com medo de ser um Spoiler. Mas quando o spoil é realmente um problema?

A palavra Spoiler caracteriza uma pessoa que dá spoil, do inglês estragar. Significa que quem o pratica de certa forma quebrará a relação de um filme com o seu telespectador: contar uma história.

Para se posicionar, é preciso dar, sim, spoil. Mas é claro que tem limites. Você não pode, por exemplo, contar o final do filme, detalhar os maiores acontecimentos ou quebrar uma cena de suspense. Evite detalhar demais seu resumo ou os personagens. Seja breve ao dar a trama e a conclusão. Faça uma forcinha ao expor o seu argumento, tentando mascarar algo importante que venha acontecer.

É possível sim dar spoil, mais do que possível necessário na maioria dos casos. Então não tenha medo, só tome cuidado para não virar um Spoiler.

Fighting e seja um Dramador!

Autor: Cortez Hime

Publicado em Dramadores | Deixe um comentário

The King and the Clown

Melhor filme coreano já criado no universo. Baseado na história do rei Yeonsan da dinastia Chosun – século 16 -, o nome coreano seria Wang-ui namja, que em português traduz-se “O homem do rei”.

Uma trupe de palhaços em Seoul utiliza da comédia para criticar a realidade, sendo o alvo de sátira a podridão da corte exploradora do povo trabalhador. A trupe fica tão famosa que chega aos ouvidos do Rei. Como punição, o Rei Yeonsan(Jung Jin-Young) declara-lhes a morte, mas promete não mata-los se o fizerem rir com as piadas que são contadas em seus shows. Ou seja, fazer o rei rir zoando da cara dele e seu estilo de vida vazio.

ou

Com muito esforço, um dos homens da trupe, o Gong-Gil (Lee Joon-Gi), fantasiado de rainha por ser o mais semelhante a mulher, faz uma piadinha safada com seu parceiro – amigos coloridos próximos desde a infância – fantasiado de rei, Jang-Sang(Kam Woo-Sung), e finalmente o Rei aprova. Não somente o espetáculo, mas também o mocinho andrógino, que é transformado mais tarde em seu “bobo da corte” pessoal, para entretê-lo em seu quarto.

Com o mesmo papel de zoar a podridão da corte, mas desta vez dentro da própria corte, a trupe denuncia através do teatro a corrupção e até o plano de morte que custou a vida da antiga rainha, entre outros fatos tensos ocorridos nesse meio, coisas que todos sabem, menos o rei. Por causa disso, a trupe planeja fugir, porque a coisa toda vai ficando muito tensa, inclusive, eles passam a ser odiados pela corte por causa de tanta revelação que até então tava tudo por baixo dos panos. Mas Gong-Gil fica com pena do rei, porque ao longo da vivência junto a ele, via o quão infeliz seu amo é, sem contar que ambos criam um certo afeto com o tempo. Mas principalmente, o palhaço não deseja  fuga pelo simples fato de antes de virar palhaço da corte ele era tão pobre que chegou a quase precisar se prostituir por ser o único de seu meio a se assemelhar a uma mulher, daí ele não quer voltar para essa extrema miséria. Por causa dessa resistência de Gong-Gil, mais coisa vai dando errado, até custar seu relacionamento de amizade suspeita com Jang-Sang.

O filme é tão maravilhoso! A história, a produção, os atores, o drama. O final é tão triste que até a rainha invejosa – interpretada pela fodástica atriz Jang Nok-Su – joga tudo pro alto quando vê a última cena (chorei horrores, socorro vida).

Vai além de contar a história de um monarca coreano, é mais profundo que abordar a homossexualidade(que aliás, é tão sutil que mal se percebe)na idade média oriental. Trata-se de mostrar a importância da imitação ao ser humano. O quão importante é o teatro que não faz nada senão a reprodução de ações. No fim, até deixam o seguinte pensamento: o que é a realidade senão a imitação do que é real? No caso da corte, o real não era a vida, eles viviam uma ilusão. A realidade era a interpretação que denunciava aquilo que o falso cobria, quem interpretava no fim não eram os atores, mas as pessoas ao redor do rei. O rei fechava tanto os olhos para sua realidade que seu povo passava fome enquanto sua nobreza lhe passava a perna.

Me vem a tona o enigma da caverna de Platão. Resumindo, a humanidade vive acorrentada em uma caverna, sua vivência não passa de observar as sombras que a luz no fim do “túnel” projeta. Um homem quebra as correntes e vai ver o que há lá. Na luz, descobre a realidade. Quando volta para contar aos outros, todos recusam o conhecimento, recusam a realidade(negação), matando o “visionário” para assim poder voltar a fechar os olhos para o mundo em paz. E é isso que o rei passa. Ele se concentra nas denúncias de sua trupe e conforme vai descobrindo a realidade ele “se livra do problema” podendo assim normalmente fechar os olhos, isto é assistir a mais peças de sua trupe normalmente no dia seguinte.

Eu poderia falar tanta coisa, eu realmente amei o filme, amei o Jang-Sang(meu personagem favorito), mas se eu escrever tudo, vou dar ainda mais spoil.

Só um esclarecimento: quanto ao relacionamento entre Jang-Sang e Gong-Gil creio que era uma amizade(apesar daquele final lindo maravilhoso), mas com um amor inconsciente bem profundo que só se manifestava em suas peças teatrais(mais uma vez o teatro representando a realidade que fingimos – atuamos – não existir) e no fato de jamais se separarem. Quanto ao rei, ele tinha um amor erótico por Gong-gil – que é óbvio – e creio que Gong-gil chega a retribuir, mas em doses e contextos diferenciados, já que seu coração pertence ao seu amigo colorido. ❤

Quanto a homossexualidade, ao mesmo tempo que é uma coisa tratada com um pouco de “naturalidade” – os caras da trupe respeitavam Gong-gil e o tratavam como uma moça de verdade – também tinha gongadas, como a rainha se divertindo com o rei ao “criticar” Gong-gil por ser mais feminino que ela, ou o Jang-Sang ter criticado o rei dizendo que era sujo o suficiente para satisfazer seus desejos sexuais com um homem(ápice do ciúmes esse moço).

Publicado em Dramadores | Deixe um comentário

Escravas da vaidade

Quem normalmente procura por esse filme, sabe do que se trata. Não apenas pelas resenhas todas iguais, mas pelo fato de ser de arte, chinês, com críticas políticas e culturais; tudo fora dos requisitos dos amantes do cinema pop asiático. Por este fator, resumirei a obra de uma forma rápida antes de fazer os comentários.

Uma atriz aposentada por estar “velha” para as telas recorre a uma feiticeira para se alimentar de um pastelzinho chinês com propriedades “mágicas” de rejuvenescimento devido a um ingrediente secreto.

Pois é, a partir daqui vai ter uma spoilada doida.

7d1258bbgw1dyqe2m56qtj

Não é mistério do que se trata o segredo, no início do filme já nos é revelado. Em um ritual de três pratos, Sra Li se submete a comer fetos humanos para ficar mais jovem. Obviamente, ela tem tanta aflição do que se trata que chega a sair correndo ao ver a doutora segurando o “produto”. A evolução desta frieza, forma de compensação pelo louco desejo de voltar a ser jovem, é tão homeopática que nem percebemos os julgamentos maniqueístas desaparecerem, chegando ao ápice do filme um discurso favorável ao canibalismo(diga-se de passagem, genial) da própria Tia Mei(feiticeira ex-médica) e defendendo também uma falta de vida no feto(não estariam matando ninguém, apenas “aproveitando” os restos do que teve que ser feito – procure por “política do filho único” no google). Isto, além de incluir relatos na história chinesa acerca do tema, também revela dados chocantes da quantidade de aborto que é feito na China, que é o que mantém – e pode manter – sua franquia de bolinhos em dia.

O que chama atenção no filme é exatamente essa guerra ideológica em torno da busca do maior prazer. Ela chora ao olhar para o que vai fazer(comer feto), mas chora mais ainda quando assiste as novelas em que era protagonista quando mais nova e tivera de desistir exatamente por estar envelhecendo. “A beleza vem de dentro”, diz Tia Mei, “Mulheres como você só servem para ser a esposa, a ex-esposa e a ex da ex. Você é rica, mas eu sou livre”, em outras palavras “Come logo essa porra, isto não é uma metáfora. Obrigada, de nada.”. A forma que retratam a vida, o lado selvagem do ser humano a pagar qualquer preço por aquilo que quer e mostrar esse imenso desejo pela eternidade com frases “a idade é só um número”; a alimentação do Sr Li a base de ovo semichoco(iguaria tailandesa que acredita também no rejuvenescimento) e a abdicação total da Sra Li quanto à construção do seu ego.

A melhor cena do filme, na minha opinião, é quando a Sra Li descobre um fato aí do marido(quê) e com raiva dele ela destrói todos seus ovos semi-chocados, daí, quando ela tá pisando aparece um passarinho vivo. Ela olha, pensa que já comeu até projeto de bebês e diz “foda-se essa merda”… Entendedores entenderão, e não, ela não come o passarinho vivo, calma xD O final do filme então, só concretiza essa essência.

Enfim, esse foi o melhor filme de horror que assisti na minha vida inteira. Por ser de arte, tem uma excelente fotografia, direção, trilha sonora, produção excelente em geral, uma história foda, dados históricos interessantíssimos, e reflexões bizarras mas que nos faz ressaltar coisas que certamente já se passaram em nossas cabeças em algum momento em nossas vidas, mas que nossa evolução moral civilizada reprimi até mesmo por falta de necessidade(ou será que não?).

Postado também no blog Queria ser cult, mas Woody Allen me dá sono.

Publicado em Dramadores | Deixe um comentário

A hora do acerto

Filminho com Jackie Chan, o plot parece bom, mas é daqueles dramalhões exagerados dos filmes não cults chineses.

Já começa com Jackie interpretando pessimamente um bêbado (quer saber se um ator é bom ou não? Peça para ele fazer um bêbado, e se quiser deixar mais difícil, um bêbado chorando) convencendo menos que dublagem portuguesa de anime.

Jack

Ele se tornou alcoólatra por causa de um passado obscuro em um caso policial que se envolveu que até o momento atual o perseguia. Um novo agente tenta convencê-lo de todas as formas a voltar ao caso, e com o tempo, Jackie cede. A proposta do filme é em cima de um caso que aparenta insolúvel e o declínio de um policial por causa disso, que futuramente só renasce por a achar a solução. Plot de qualquer filme de ação. O que diferencia esse filme dos filmes americanos a la Tela Quente é exatamente o drama em cima do psicológico das personagens.

Assistir uma pessoa deprimida expondo os motivos em flashes back (?), de certa forma já mexe com o telespectador.  O declínio pelo abuso de poder não é de hoje, e nos frustrarmos pelo excesso de confiança em algo que acreditamos que somos bons ter custado um alheio, também não. Mas se a situação ficar tão psicanalítica que juntamente ao personagem, revivermos as memórias – até as menos “graves” – com causa e produto semelhantes a dele? Vê-lo dar a volta por cima tendo a chance de fazer de novo – obviamente, sem mudar o que passou para a infelicidade do que é real – e desta vez pelas análises acerca de si, do que errou e do que precisa ser consertado,  é um alívio para quem sofreu junto, mesmo que tudo fique apenas em devaneios(no nosso caso).

A retração dos vilões também é minha favorita, mostrar de onde veio e por que, as raízes dos males que cultivam e a forma que resolveram expressar como se estivessem convencidos de que aquela é a única possibilidade, e o alvo que atingem não são inocentes, mas aqueles que realmente desejam destruir, os gatilhos que os levaram para tal vida.

Por mais infantil que seja essa história de ninguém é de todo bem ou mal, que o maniqueísmo faz sentido em religião, mas não frente a complexidade humana, o filme é um achado para reflexões sobre os temas abordados, e claro, cenas do Jackie lutando, sem dublê até para cenas perigosas é o entretenimento suficiente.

Postado também no blog Queria ser cult, mas Woody Allen me dá sono.

Publicado em Dramadores | Deixe um comentário

Sobre o fim de Naruto

 1418179498-9e7ee700e7-o copy

Não vou dizer que não tive tempo(apesar de muitas internações terem ocorrido), foi exatamente a preguiça que me consumiu a ponto de ter demorado quase um mês para escrever(e ainda ficar extremamente informal) sobre o final do mangá do meu anime favorito. Que, diga-se de passagem, odiei. Mas, não odiei tanto quanto achei que fosse odiar ao receber spoil. Digo, muita coisa que aconteceu mais pareceu um improviso puramente comercial, mas o final do protagonista Naruto ao menos aparenta ter tido planejamento. Vamos por partes.

Capítulo 693 ao 698 – Foram cinco volumes lindos do Naruto dando o seu máximo para convencer o amigo a parar com a palhaçada de querer roubar o único sonho que tinha(ser Hokage) antes de conhece-lo e, agora, ter o amigo de volta em casa. Frases de efeito como “A luta pelo amor e o poder” somado aos flashbacks da amizade deles na infância e o fim que os parou, nada mais nada menos que perderem os braços de mãos dadas formando um coração de sangue, já era SasuNaru o suficiente. Mas não, Kishimoto fez questão de finalizar a luta com o Sasuke praticamente se declarando para o Naruto, dizendo o quanto Naruto mudou sua vida e o quanto se sentia dependente dele; as coisas que o loiro já falou em sua posição sobre o amigo em uma saga que basicamente tratava-se de “salvar” Sasuke da própria ambição que antes da guerra ou da corrupção da Akatsuki não interferiria em nada relacionado a vila, somente a ele mesmo. Mas o amor de Naruto no fim era recíproco, e Kishimoto mostrou isso da forma mais linda que conseguiu.

Ps: quando eu uso o termo “sasunaru” me refiro ao relacionamento que Kishimoto disse sobre o Naruto e o Sasuke, não um típico carnal, mas um amor inconsciente.

Capítulo 699 – Pra mim, se acabasse aqui, ninguém perderia nada. Kakashi se torna Hokage e consegue a absorção de Sasuke na vila. Absolvido, ele se desculpa com a Sakura por todo o desprezo gratuito que deu a ela ao longo do crescimento do time 7 e agradece todo o trabalho do grupo durante todos esses anos não terem desistido dele. Logo em seguida, ele vai embora da vila afirmando que como um desertor, queria conhecer o mundo. Esse sentimento de liberdade e independência SEMPRE foi um princípio do personagem, o que refletiu suas ideias para ser um Hokage(o fato de aguentar a solidão por ser algo que faz parte dele), ou ser o único sobrevivente Uchiha. Enfim, não teve fim melhor para o Sasuke.

Capítulo 700 – QUE COMECE A PALHAÇADA

NÃO A FIGURANTIZAÇÃO DE HARUNO SAKURA!

NÃO A FIGURANTIZAÇÃO DE HARUNO SAKURA!

Explicando: como não manjo dos inglês, vi aquelas criancinhas e me assustei. Um sentimento de revolta tomou conta de mim “será que Kishimoto é tão vendido que cedeu a pressões de fanzinhas e tonou o fim do mangá sem noção só pra ganhar dinheiro?”, com um anime que tem mais filler que capítulo canon, mais enrolação que história, não era pra eu ter ficado tão surpresa com o fato do Kishimoto ser mercenário. Gente, a coisa ficou tão shoujo do nada que eu até pensei que era doujinshi. A começar de todo mundo resolver casar com todo mundo e ter filhinhos com característica de um e outro, me senti mesmo uma analista de fanarts no tumblr.

Quando eu finalmente li a história, vi que não foi tão mal e ao mesmo tempo foi pior. Vamos aos secundários: Chouji e Karui. Cara, o que a Karui tem a ver com qualquer coisa? Ficou tão “Já que vamos casar todo mundo, pega aquela menininha lá da aldeia do raio pra casar aqui com o gordinho que ficou sem ninguém.” Nem o The Last vai conseguir explicar essa jossa. Pelo menos a Chouchou é fofa.

Sai casando conseguiu ser mais dafuck que ChouKaru. Mesmo que Danzou tenha morrido, ele continua sendo um ninja Anbu. Hokage nenhum, nem mesmo o Naruto que segundo o povo da guerra “mudaria o mundo ninja” conseguiria modificar um sistema milenar da noite para o dia só pra que ele possa fazer couple com a Ino. Mas o no sense não para por aí…

Sakura como mãe solteira que teve uma filha do Sasuke –que continua viajando mundo afora desde o fim da guerra, ou seja, como? – sem ter se envolvido com ele. Pra mim, o fim da Sakura foi o pior e a maior prova de que Kishimoto é um machista de marca maior. Já comentei no tumblr a minha opinião sobre o tratamento que Kishimoto dá pras personagens femininas: luta contra qualquer vilão = meio clássico mais a saga do shippudden inteira pra sennin morrer, jounnin se lascar, uau, como Orochimaru e Zabuza são fodas(vilões iniciais que mais pareceram bostinhas conforme o anime evoluía), a luta do Madara com os kage que foi puta covardia por exalta-lo tanto em uma Reencarnação Impura totalmente controlada. Enfim, Madara era tão poderoso no mangá que nem Hashirama que matou uma vez tava dando conta com a ajuda de TODOS os ninjas, foram capítulos e capítulos de desespero, desesperança e adrenalina e nossa, O vilão. Luta contra a Kaguya, que é a raiz de toda história = três volumes no máximo pra ser derrotada por gennin com as lutas mais boçais de todo o mangá. Foi como ejaculação precoce segundo um amigo meu que tem pinto. A Ino que tinha um dos kekkei genkai mais fodas – só do fato de ter kekkei genkai já a torna especial – teve que virar médica por ser julgada inútil no clássico e ainda só desenvolver suas habilidades de Yamanaka no meio da guerra porque um homem mandou. Hinata faz parte do clã mais foda, enfrentou o Neji quase morrendo para provar pra ele que era uma ninja forte pra no final ser tudo igual, continuar sendo protegida(Neji morreu por isso, e logo agora que ele tinha praticamente se assumido para ela, mas pousou como santo casamenteiro falando “Naruto, agora você é um Hyuuga”, nunca vou superar essa morte tosca e sem sentido, como o Kishimoto pôde matar um personagem idolatrado só pra ele casar o Naruto? Ela já não tinha se declarado? ) e não confiando em si mesma, etc. Tsunade passou por toda superação pra no fim continuar lamentada por não casar e mantendo as feições do justu por vergonha da velhice(sem contar que todas as expressões dela de luta foram minimizadas se for contar com toda a ajuda que ela teve). A Temari que é mostrada como uma ninja forte tem um leque que simplesmente faz tudo por ela, ela é até lutadora de longa distância para ficar sempre na defensiva, isso não é ser forte para mim, mas para Kishimoto, em se tratando de uma FÊMEA, sim.

Mas com a Sakura todo o desprezo foi dobrado. Voltemos ao clássico. Qual a personalidade da Sakura? O que ela queria? Era uma menina inteligente, uma das melhores da classe, ela acreditava que podia ser forte, começou a trabalhar duro para acompanhar Sasuke e Naruto, enquanto eles treinavam com os sennins ela aproveitava suas habilidades de controle do chakra(atividade que ela sempre foi superior aos meninos, mas na hora do hush ela sempre era protegida, por que será?) para pedir ajuda não só para uma das sennins também, mas A HOKAGE, em troca de ser uma ninja médica digna. Estava tudo indo bem nas primeiras temporadas do shippuuden, ela curou o Kankuro – que estava envenenado com um veneno inusitado – com uma ervinha da esquina, tirou veneno dele com água da torneira, lutou contra um dos mais fortes da Akatsuki(Sasori era sublider, só ficava abaixo do Pain e da Konan), mesmo que ele tenha se entregado no final, todo o estrago que ela fez já brilhou de bom tamanho. Quando Naruto voltou, quando ela voltou ao time 7, voltou a ser inutilizada a ponto de até o Kabuto(que é inimigo) ter de cura-la. O seu momento de brilho intenso na guerra, superando até a Tsunade(que é referência de mulher forte) foi desprezado quando Sasuke e Naruto apareceram para selar o que devia ser o personagem mais foda do anime, mas no fim era só uma deusinha do sexo feminino, ou seja, Sakura pode ser forte, mas na frente de seus companheiros homens ela só serve pra deixar o grupo com três integrantes. Daí, para “melhorar” a situação, Kishimoto finaliza Sakura como uma dona de casa e mãe da filha do Sasuke(que não sei como foi feita já que Sasuke ainda está vagando pelo mundo); adeus sonhos, adeus treinamentos, adeus função de ninja médica, adeus todos os esforços que sempre eram inutilizados por homens. Basta dar uma criança do homem que ela “amou” – apesar de ele não só tê-la desprezado o anime inteiro, como também disse ao Naruto que nunca se interessou por ela antes de fazer as “declarações de amor” para ele (q) – e pronto. Fim da Sakura no anime. Porra, mano, quando eu vi ela naquele aventalzinho branco limpando a estante eu quis vomitar. Devia ter casado ela com o Rock Lee, ou não casa-la, transforma-la em uma mulher independente e forte que ela sempre quis ser fazendo as medicinas lá no hospital, que tal? Eu jurava que no fim ela superaria seus sentimentos pelo Sasuke e carregaria um legado de uma super ninja médica e talz. Não, tá pouco machista esse final, né? Ela ia acabar feliz conforme merecia, invés disso vamos alimentar os shippers (sério, tem gente que ignora a história dessa porra só pra shippar casalzinho, essa porra não é shoujo, tá) e dar um filho imaginário do homem que a detesta para essa linda dona de casa ex-sennin, ex-médica foda, ex-útil que já era inutilizada.

Mas veja pelo lado bom, a Tenten apesar daquela aparência de submissa chinesa, no fim era a mais autossuficiente das mulheres, isso é, ela nunca se mostrou gostar de ninguém, e não gostava. Casou com ninguém, manteve-se no mundo ninja ostentando sua paixão por armas. A princípio, ser uma ninja para ela era ser uma ninja, não fortalecer-se pra ficar com homem, nem fazer couple com quem ficou sem mulher por aí, nem nada disso. Era só ser uma ninja.

Kakashi e Gai no final juntinhos jogando fez tanta a alusão a casais homossexuais da terceira idade no Japão. Será? Mesmo que não, adorei.

Nem me importei com o final NaruHina(já que esse foi o único assunto que bombou sobre o fim por parte dos fãs), mas achei lindo o Naruto casar e ter filhos, podia ter sido com qualquer uma, até com a “assexual” Tenten. Achei tudo a ver ele casar e talz. Acho que de todos do time 7, o final do Naruto foi o único bom, do Sasuke teria sido bom se ele não tivesse engravidado a Sakura pelo olhar, já que ele continuou seguindo seus princípios. Parece que no fim, só quem se lascou mesmo foi a personagem feminina. Inesperado? Tanto quanto saber que no próximo capítulo do anime será uma filler.

Publicado em J-Dramas | Marcado com | Deixe um comentário

Divulgando – Mostra de Cinema Japonês em Brasília

image006

A mostra conta com 11 filmes de épocas, temas e formatos variados, para todos os públicos, e começa no dia 22, sexta-feira, com o primeiro filme da mostra, Summer Wars, que será exibido às 20h.

Os filmes vão desde os clássicos de Yasujiro Ozu, passando por consagrados diretores como Yoji Yamada e Kon Ichikawa, até filmes mais recentes como a animação Summer Wars – vencedora do Festival de Arte e Mídia do Japão, em 2009.

Mostra

Período: De 22 a 27 de fevereiro(sessões 2ª a sábado, às 17h e às 20h, e domingo, às 16h e às 19h)
Local: Sala Alberto Nepomuceno – Teatro Nacional Cláudio Santoro. ECTN, Via N2, Asa Norte, Brasília

Mostra de Cinema Japonês
Sexta-feira, 22/02:
20h00 (abertura)
– Guerras de Verão(Summer Wars, Anime)
Diretor: Mamoru HOSODA
Ano: 2009
114 min, Cor

Sábado, 23/02:
17h00                                                                                  20h00
Era Uma Vez em Tóquio                                    – Escola II
(Tokyo Monogatari)                                                      (GakkoII)
Diretor: Yasujiro OZU                                         Diretor: Yoji YAMADA
Ano: 1953                                                                       Ano: 1996
135 min, P&B                                                              122 min, Cor

Domingo, 24/02
16h00                                                                              19h00
A Espada Oculta                                        – Sumô, Suor e Peleja              
(Kakushiken Oninotsume)                                 (Shiko Funjyatta)
Diretor: Yoji YAMADA                                     Diretor: Masayuki SUO
Ano: 2004                                                                   Ano:1992
132  min, Cor                                                           104 min, Cor

Segunda-feira, 25/02
17h00                                                                                 20h00
– Gamera o Guardião do Universo                  – Robocon
(Gamera Daikaijyu kuchukessen)                             (Robocon)
Diretor: Shusei KANEKO                            Diretor: Tomoyuki FURUMAYA
Ano: 1995                                                                      Ano: 2003
95 min, Cor                                                                 119 min, Cor

Terça-feira, 26/02
17h00                                                                                 20h00
– Fantasma do Bar                                          – Kabê-Nossa Mãe
(Izakaya Yurei)                                                                (Kabê)
Diretor: Takayoshi WATANABE                        Diretor: Yoji YAMADA
Ano:1994                                                                        Ano: 2008
110 min, Cor                                                                133 min, Cor

Quarta-feira, 27/02
17h00                                                                              20h00
– Castelo de Areia                                                  Doraheita
(Suna no Utsuwa)                                                     (Doraheita)
Diretor: Yoshitaro NOMURA                       Diretor: Kon ICHIKAWA
Ano: 1974                                                                    Ano: 2000
146 min, Cor                                                             111 min, Cor

Fontes: Embaixada do Japão
Divulgação: Dramadores
NÃO TIRE SEM OS DEVIDOS CRÉDITOS

Publicado em Divulgação | Deixe um comentário

As aventuras de Pi – The life of Pi

Pi(Saraj Sharma) sempre foi uma pessoa especial, começando pela história do seu nome – Piscine Molitor Patel – até a chegada do seu apelido: Pi. Desde criança(Gautam Belur), o protagonista vive em um Zoológico – o qual seu pai é dono – com contato extremo à natureza, levando em conta sua família ter obtido uma criação Hindu – vegetarianos e crentes na zoo-profecia.

Com um pai agnóstico(Adil Hussain), uma mãe extremamente religiosa(Gita Tabu) e um irmão indiferente quanto a crença(Vibish Sivakumar), Pi(Ayaan Khan) aos poucos explora sua fé na visão de diversas religiões, conhecendo Deus sobre vários pontos de vista.

Ao crescer(Ayush Tandon), sofrera diversas experiências sobre a vida obtidas na Índia(país de origem); a mais marcantes foi sobre animais não possuírem alma e seres humanos serem mais valiosos, do qual o exemplo que seu pai lhe dera foi alimentando um tigre selvagem na sua frente.

Após tanto tempo de convivência no mesmo ambiente, o pai do protagonista decide transferir o Zológico para o Canadá em um navio cargueiro. Um naufrágio acontece, sobrevivendo somente Pi, em uma pequena barca de emergência, ao lado de Richard Park, o mesmo tigre do qual seu pai lhe dera aquela tão dolorosa lição.

A história toda é narrada por Pi(Irrfan Khan) para um escritor ateu do Canadá(Rafe Spall), com o propósito de inspirá-lo a sua próxima obra e fazê-lo acreditar em Deus por algo tão dubitável.

A obra se resume a uma luta pela sobrevivência de Pi com um tigre de bengala em uma pequena barca. Cada detalhe ou acontecimento vem carregado de ensinamentos preciosos a qualquer telespectador, fazendo-me alusões sobre os contos bíblicos (um homem que teve sua fé testada por Deus) e Jonas(um homem que ficara trancafiado dentro de uma baleia, algo impossível para a razão).

Antes de tudo, não é um filme que propaga religião. A verdadeira moral é acreditar no inacreditável. Tal obra pode proporcionar ao telespectador milhares de lições. Como sou cristã, a moral que carreguei foi que nada é impossível para Deus, independente do que aconteça, ele permanecerá vigiando; crueldades tem sempre um porque e geralmente são ligadas ao egoísmo humano. A descrença em um criador que zela por nós, no caso do pai de Pi, está conectada a cura da medicina ocidental, segundo Nietzsche em Crepúsculo dos Ídolos: a morte de Deus pela ciência. Em outras palavras, a película faz uma separação entre fé e razão, mostrando com mais clareza quando Pi conta sua história ao jornal mexicano, tendo de escolher ou uma ou outra. Assista o filme e forme a sua opinião sobre a moral que carregara.

Observações:

-Pi foi vegetariano a vida inteira, quando comeu carne pela primeira vez não passou mal. Para piorar, estava crua.

-Um navegante japonês se apresentou de cara a família de Pi com “Oi, eu sou budista e meu nome é esse”. Achei forçado ele frizar a religião num cumprimento.

-“Acreditar em tudo é o mesmo que não acreditar em nada” – Santosh Patel, pai de Pi. Achei essa frase forte.

-Baseado no best-seller “The life of Pi“, o filme é dirigido por Ang Lee, o mesmo diretor de O Tigre e o Dragão.

Conclusão:
Pi pode até não ter convencido o escritor da existência de algum Deus, mas uma coisa convencera: não importa o momento, os porquês, ou qualquer outra dúvida; a razão talvez não responda, mas a fé está disposta a isso.

Autor: Cortez Hime

Publicado em Filmes ligados a cultura asiática | Marcado com , , | Deixe um comentário

I Miss You

Sinopse: O paralelo de duas histórias que se encontram e se separam por obra do destino.

Visão geral sobre o Drama:
No princípio, o que me atraiu foram os atores(já tinha uma certa admiração pelos seus trabalhos anteriores); pois não sou fã de séries dramáticas, depois a historia. Os personagens me evolveram de um jeito que não conseguia parar de assistir, tal ponto tornou-se o motivo principal para a minha devoção ao drama.
Nos primeiros episódios, Lee Soo-Yeon e o Jung-Woo (interpretados por atores mirins) são irresistíveis, uma amizade criada ao acaso que pouco a pouco transforma-se em amor, muito lindo de se vê entre crianças.

Mas, como toda historia dramática, as tragédias de I Miss You não poderiam ser diferentes:
Soo-Yeon era filha de um assassino, por isso muito maltratada em seu bairro e escola. A protagonista não tinha um nome e sim um numero: 27.
Jung-Woo era filho de um grande empresário. Volta dos Estados Unidos e por acaso se encontra com Soo-Yeon em um parque e os dois se tornam amigos, acaba sofrendo bullying por isso.

Resumo da trama(contem spoil):
Soo-Yeon, ao lado de sua mãe, vai morar na casa de um detetive que a acolhe como filha. Um dia, Jung-Woo é sequestrado, Soo-Yeon é vista observando e acaba indo também. Lá ela é violentada e vê Jung-Woo fugindo, a deixando sozinha. Após fugir, o protagonista liga pro pai e é salvo.
Enquanto isso, Soo-Yeon é dada como morta. Jung-Woo e o detetive não acreditam em tal história, logo o este tenta investiga-la e acaba morrendo.
Anos passam e Jung-Woo se torna um detetive ainda na busca de Soo-Yeon. Viva, a protagonista volta da frança – com uma nova identidade de Zoe Lou – acompanhada de Harry – com quem viveu esses anos que estava desaparecida.
Jung-Woo vive determinado a achar Lee Soo-Yeon, Harry determinado a conseguir vingança e Lee Soo-Yeon determinada a esquecer o passado.

Conclusão:
Eu achei que os atores mirins interpretaram muito bem, nunca tinha visto crianças atuarem tanto. Park Yoo-Chun, Yoon Eun-Hye e Yoo Seung-Ho não ficaram pra trás, também fizeram um excelente trabalho cênico Mesmo não gostando tanto do final, vale mesmo apena assistir, pois é uma historia que consegue ser bonita mesmo com as coisas horríveis que acontecem.

Autor: Laryssa Miranda

Publicado em K-Dramas | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário